quarta-feira, 31 de julho de 2019

Seferovic garantido até 2024



Está consumada a renovação de contrato do avançado suíço, melhor marcador da última época, até 2024.
Melhor marcador da Liga na temporada passada, chegou à Luz em 2017, proveniente do Eintracht Frankfurt.
Naquela que foi a segunda temporada de águia ao peito, o internacional suíço apontou 27 golos em 51 encontros em todas as competições.
A cláusula de rescisão permanece fixada nos 60 milhões de euros.

Novas regras para esta época - novos esclarecimentos!

Este domingo há Supertaça, disputada entre Benfica e Sporting, e o comentador ex-árbitro Duarte Gomes refresca-nos a memória com as novas regras que acabaram de entrar em vigor. Para ler e reter e memorizar - para, enfim, argumentar:

"Como o saber não ocupa espaço, eis uma amostra do que poderá ver a partir do próximo domingo.
Antes de se surpreender ou criticar, antes de contestar ou assobiar, perceba que, se calhar, houve mesmo qualquer coisa que mudou.

Quer alguns exemplos?

1. Se, por alguma razão, o árbitro tiver que efetuar uma bola ao solo (e lembre-se, isso só acontece quando o jogo é interrompido sem que tenha havido infrações às leis de jogo), esta não voltará a ser disputada por um jogador de cada equipa, como quase sempre acontecia até aqui.
Das duas uma: ou será efetuada para o GR (se o recomeço for numa das áreas de penálti) ou para um jogador da equipa que a detinha antes da interrupção (se a paragem ocorreu em qualquer parte do terreno de jogo).
Os restantes colegas e adversários terão que estar a uma distância mínima de 4m.
Acabou-se o falso "fairplay" (bola atirada para perto da linha de baliza adversária) ou pequenas quezílias na altura de disputar o lance.
Ainda bem.

2. Se, por exemplo, um treinador, delegado, massagista ou médico tiverem um comportamento inadequado, é bem provável que lhes seja exibido o amarelo ou vermelho. É que, a partir de agora, os cartões também são mostrados aos técnicos que se excedam nas suas condutas. Se isso acontecer, não estranhe.
A grande vantagem é ficar claro, para todos, quem infringiu, quem foi sancionado e com que gravidade disciplinar.

3. Se, durante o encontro, a bola tocar/tabelar inadvertidamente no árbitro, poderá presenciar uma de duas situações:
ou a partida é logo interrompida e depois recomeçada com uma bola ao solo (se desse toque involuntário resultar um ataque prometedor, uma clara oportunidade de golo ou uma perda de posse de bola); ou o jogo prossegue normalmente, como acontecia até aqui (se não ocorrer nenhuma das três hipóteses anteriores).

Percebido? O jogo pode parar ou continuar.

4. Se um jogador tiver que ser advertido (cartão amarelo) mas a equipa lesada executar o respetivo pontapé livre rapidamente, o árbitro vai permitir que o jogo prossiga para não beneficiar o infrator.
O cartão em falta será exibido à mesma mas na interrupção seguinte.

Nota - Não se apresse a assobiar. Se calhar o árbitro não contemporizou. Apenas cumpriu a lei.

5. Nas substituições, os substituídos irão abandonar o relvado pela linha mais próxima (a menos que o árbitro - por questões de segurança ou médicas - ordene que o façam por outro local).
Tome nota porque é isso que passará a ver de agora em diante. A medida vai atenuar perdas de tempo desnecessárias e potenciais conflitos/provocações entre atletas.

6. Se, num pontapé livre próximo de uma área, a equipa defensora fizer barreira, nenhum jogador adversário poderá estar a menos de 1m. Para que isso seja necessário, basta que a referida barreira tenha, no mínimo, três defesas.
Se, nessa circunstância, houver a tal violação de espaço por parte do atacante, o árbitro punirá a sua equipa com pontapé livre indireto.
Concorda comigo que esta é outra boa alteração, certo? Acabam assim as pequenas confusões e empurrões desnecessários, que sempre foram uma enorme dor de cabeça para os árbitros.

7. Como já foi amplamente divulgado, os pontapés de baliza (e os pontapés livres favoráveis à equipa defensora, na sua área) têm agora procedimentos diferentes: a bola passa a entrar em jogo não quando sai da área para dentro do terreno - como até então - mas quando for pontapeada e se mova claramente.
Quer isto dizer que assim que o executante tocar na bola e ela rolar, os atacantes já a podem disputar.
A única obrigação é que, até esse momento, eles mantenham-se fora da área adversária.

Ah. E sim: o tal pontapé de baliza (bola picada para a cabeça do defesa e devolvida às mãos do GR)... é legal.

8. "Last but not least": não estranhe se vir um avançado punido por mão/braço, ainda que em movimento totalmente involuntário.
É que, a partir desta época, caso um jogador marque um golo (ou leve à marcação de um golo) tocando a bola com a mão ou braço - lá está, ainda que inadvertidamente - o lance será anulado como se de uma infração deliberada se tratasse.
Importa sublinhar que esta exceção aplica-se apenas aos jogadores atacantes e naquelas ações específicas.
Em todas as outras (e também nas mãos/braços dos jogadores defensores) mantém-se o mesmo princípio: só há punição se o ato for considerado deliberado.
Não confunda! As mãos defensivas mantêm os mesmos pressupostos: só há penáltis se forem deliberadas!!"


in Tribuna Expresso

terça-feira, 30 de julho de 2019

Cova

Hoje demos 6-0 ao Cova da Piedade. Domingo temos que mandar os lagartos para a cova sem piedade (ah ah ah ah ah ah).
In Mao de vata

Foi um treino para esticar pernas de alguns. E até Willock apareceu.

Cada vez mais próximos da Supertaça, e enquanto do outro lado se preocupam em saber se o abono de família joga (o reforço que falavam Thiago Almada é craque, mas parece que ainda não apareceu)...temos de definir a lateral direita e recuperação física das peças chave.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

BENFICA ENEACAMPEÃO NACIONAL DE ATLETISMO PISTA AR-LIVRE




O Benfica sagrou-se campeão nacional masculino pelo 9º ano consecutivo, com 11 pontos de vantagem sobre o Sporting (162-151) e 15-6 nos despiques diretos, mais do que se previa. 

Na luta pelo 3º lugar, o SC Braga superiorizou-se (por largos 13,5 pontos) à J. Vidigalense (105,5-92), confirmando a presença no pódio da época passada, então com oito pontos de diferença. O Jardim da Serra foi 5º (67,5), seguido do Estreito (59), CA Seia (59) e Água de Pena (57).

No feminino de registar o 2º lugar do Benfica , conseguindo a sua melhor pontuação das últimas quatro épocas, apesar do 6º lugar nos 400 m barreiras e do 5º no dardo, na 2ª jornada. De salientar os 1500 e 3000 m, com triunfos de Marta Pen) 

Na luta pelo terceiro lugar do pódio, a J. Vidigalense não se deixou surpreender e manteve a presença pelo oitavo ano consecutivo (duas vezes 2ª, seis vezes 3ª). Somou 97 pontos, contra 89 do SC Braga. Seguiram-se Jardim da Serra, que repetiu o 5º posto da época passada, com 85 pontos (perto da equipa minhota…), Grecas (64), Estreito (63) e UC Eirense (60).

domingo, 28 de julho de 2019

Ilusões de ótica

Há ilusões de ótica que quase dão ar de Champions.

Bons testes. Muitos, aliás, demasiados erros para corrigir ainda. Material para trabalhar.
Lacunas graves estranhamente ainda por colmatar.

Odysseas foi o melhor em campo. Seguido dos postes. Taarabt e Rafa acima da média.
A defesa foi desastrosa. Continuarmos sem lateral direito e ter de sacrificar quem já estava a caminho de roubar o lugar ao Grimaldo está a custar a dobrar. Falta ligação entre setores. Mas as vitórias têm obviamente que dar a confiança que se precisa por isso foi ótimo estes resultados e apoio além fronteiras.
Poder vencer este torneio de topo dá prestígio importante, e basta o United não ganhar por 3 ao Milan.

Bons resultados na pré época sabemos que nada querem dizer. Já tivemos o inverso. Pra semana é a doer, e não é por não terem os lagartos ganho nenhum na pré época que temos mais probabilidades de vencer.

Último teste

AC Milan - SL Benfica, às 20h05

Onze inicial:
 Vlachodimos,
 Nuno Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira, Grimaldo,
Fejsa, Gabriel, Pizzi, Rafa,
Taarabt e Seferovic.

sábado, 27 de julho de 2019

O craque passou simplesmente a adepto


Marcada para as 16 horas [de ontem], em pleno Estádio da Luz, a entrada de Jonas pelo relvado do recinto, para lançar um livro, aconteceu escassos minutos depois. Nada que deixasse ansiosas as largas centenas de adeptos encarnados que aguardavam por um autógrafo ou uma fotografia do (ex-)craque número 10.

Jonas entrou na Luz como tantas vezes entrara nos cinco anos em que vestiu a camisola encarnada: pelo túnel de acesso ao relvado. À jogador. À craque. À goleador. Do outro lado do estádio, segundos antes, Luís Filipe Vieira descera as escadas de acesso ao relvado para, também ele, comparecer na cerimónia.



Os dois cumprimentaram-se e, pouco depois, o presidente do Benfica começou a falar, não sem antes lançar o aviso de que sairia em breve, por ter «diversos assuntos para terminar». Vieira repetiu algumas das mensagens anteriormente enviadas ao brasileiro: «Não é uma despedida, Jonas, é um até breve, pois estarás sempre ligado a nós e ao nosso Benfica».

O líder dos encarnados sintetizou, depois, os cinco anos de convívio com o goleador de Bebedouro, no município de São Paulo: «Não é fácil recordar cinco anos em cinco minutos, mas Jonas marcou-nos a todos. Deu nas vistas pelos golos, sim, mas também pela postura, profissionalismo e humildade».

A seguir, Luís Filipe Vieira abordou a forma como Jonas começou a preparar a saída da Luz: «Antes das férias, chegou ao pé de mim e disse-me que o mais provável é que, quando regressasse, não quisesse voltar a jogar futebol profissional. Disse-lhe para ir de férias e que, no início da época, falaríamos mais uma vez sobre o assunto. Porém, quando voltou para começar os trabalhos, vinha com a mesma ideia. E tivemos de aceitar, claro…»

O presidente, no entanto, continua a acreditar que Jonas tinha condições para fazer mais uma época: «Ele ainda aguentava mais um aninho [Jonas, ao lado, riu-se] e fazia mais umas dezenas de golos. OK, talvez não fizesse o mesmo número de golos, mas ainda marcaria muitos. Também tenho dores nas costas e isto vai passando com o tempo [Jonas voltou a sorrir]. Porém, o melhor é sair da mesma forma como entrou; ou seja, pela porta grande».

De seguida, Luís Filipe Vieira levantou-se, voltou a cumprimentar Jonas e foi-se embora.

«Dá-me os teus óculos!»

Foi depois a vez de Jonas falar. E antes de o brasileiro discursar, um adepto encarnado lançou, da bancada, um pedido ao (ex-)goleador: «Jonas, dá-me os teus óculos!». Jonas sorriu, acenou e começou a falar: «É bom estar aqui ao lado de cada um de vocês. Como disse o presidente, não é um adeus, é um até já. O carinho que vocês, adeptos, têm passado para mim é inesquecível. Estou tranquilo perante vocês, pois sei que sou um de vós e vocês fazem parte de mim. Valeu a pena o esforço que fiz, sobretudo desde janeiro, para terminar a temporada. Tive momentos em que estive quase a desistir, mas a conversa que tive com o mister Bruno Lage fez-me ver que o ideal era terminar a época em grande. E terminar em grande era terminar como campeão!»

A seguir a estas palavras, Jonas respondeu a algumas perguntas dos jornalistas presentes na Luz. Qual foi, por exemplo, o golo mais especial que marcou pelo Benfica? Resposta já conhecida: «O golo ao Boavista, no Bessa [jornada 27 de 2015/2016, a 20 de março de 2016, vitória por 1-0 do Benfica, golo aos 90+4], foi marcante».

Pergunta óbvia: como está a ver o funcionamento da dupla Seferovic-De Tomas? «Sefe é um homem da casa e vai continuar a ser importante; já Raul de Tomas vai ter o seu lugar na história do Benfica. Conheço-o de alguns jogos em Espanha e sei que vai ser importante; a dupla terá muito sucesso», salientou o BOLA de Prata de 2015/2016 e 2017/2018 (32 e 34 golos).

Jonas finalizou a conversa com os jornalistas afirmando que, mais do que troféus ou golos, talvez lhe tenha faltado na carreira «uma melhor preparação inicial», dado que começou a jogar como profissional já com 20 anos, no Guarani. Acrescentou ainda que, na final da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao Sporting, a 4 de agosto, espera que seja o primeiro título que comemorará «como adepto do Benfica.»

In Jornal ABola