quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não há Béla sem senão [crónica de uma história com final triste]



A expressão «não há bela sem senão» significa que «todas as coisas, mesmo belas ou boas, têm o seu ponto fraco».
[Fonte: Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, edição da Editorial Notícias]

Não sei se será a maldição do Béla Guttmann que nos atormenta ou se realmente é algum ponto fraco, mas efectivamente perdemos mais uma final europeia. Obviamente que só perde quem lá chega e devemos estar orgulhosos da nossa equipa, mas as vitórias morais não são suficientes para um clube com o historial do Benfica.


Face aos castigos de Markovic, Enzo Pérez e Salvio e das lesões de Fejsa e Sílvio, Jorge Jesus aposta no onze esperado:

Benfica - Oblak; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Siqueira; Rúben Amorim; Sulejmani, André Gomes e Gaitán; Rodrigo e Lima




O Benfica entrou bem nos primeiros minutos, mas perdeu força ao longo da primeira parte, face ao avanço das linhas do Sevilha, tendo o clube andaluz causado alguns embaraços. Nos minutos finais voltou a mandar no jogo e o golo esteve muito perto, tendo sido Beto a evitar males maiores para a sua equipa.


O ponto de viragem da primeira parte terá sido a lesão do sérvio Sulejmani, que depois dos castigos de Salvio e Markovic acabou por ser titular esta noite. O treinador Jorge Jesus foi obrigado a efetuar uma alteração, modificando a ala-direita. Maxi Pereira avançou no terreno e André Almeida ficou como lateral. A troca de jogadores até foi benéfica, mas o tempo em que se tentou resolver a lesão (cerca de 8 minutos) tirou gás à equipa e deu alento aos sevilhanos que ficaram por cima do jogo.




O início da 2ª parte foi uma réplica dos minutos finais da 1ª parte, com o Benfica a ameaçar e muito. Lima perde o golo de forma incrível, teve tudo para concluir na perfeição um contra-ataque mas a glória foi negada por um defesa do Sevilha que ocupou bem a posição de Beto.

Com uma hora contabilizada o jogo estava completamente partido com aproximações perigosas às duas balizas e desarmes providenciais no último segundo. Espetáculo ao rubro e os adeptos a sofrerem!

Nesta altura comentei com o meu amigo Lobato que o bocadinho que nos faltava tinha dois nomes: Enzo e Salvio (ou Markovic). Os que estavam em campo esforçavam-se, mas as finais são para jogar com os melhores e por muito treino que a equipa tenha os jogadores não são todos iguais.

Nos últimos dez minutos as duas equipas estavam de rastos, no entanto parece-me que o Benfica estava melhor.

No prolongamento sentia-se que as duas equipas estavam com mais medo de sofrer do que tentar marcar. O tempo foi andando com os jogadores muito desgastados. O Benfica acaba a pressionar muito e o Sevilha completamente de rastos a bombear bolas da defesa.

Chega a lotaria das grandes penalidades, que claramente foi a aposta do Sevilha desde à largos minutos. O sorteio dá bola para o Benfica, que eu prefiro pois gosto de começar a marcar para pressionar o adversário, e campo para o Sevilha, obviamente junto dos seus adeptos, que poderá ser uma vantagem. O resto fica para a história com Lima a marcar, Cardozo e Rodrigo a falharem e Luisão a marcar, a adiar a festa dos andaluzes, sem sucesso.




O Sevilha marcou todas as conversões, apesar de Oblak ter adivinha sempre o lado para onde foi a bola. Marcaram Bacca, Mbia, Coke e Kevin Gameiro.





Um obrigado muito especial a todos os benfiquista que se deslocaram a Turim, pois na maior do tempo só se ouviam os seus cânticos. Não foi por falta de apoio que não se trouxe o caneco!

Agora é levantar a cabeça que domingo há uma taça para ganhar!

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