A expressão «não há bela sem
senão» significa que «todas as coisas, mesmo belas ou boas, têm o seu ponto
fraco».
[Fonte: Dicionário de Expressões
Correntes, de Orlando Neves, edição da Editorial Notícias]
Não sei se será a maldição do Béla
Guttmann que nos atormenta ou se realmente é algum ponto fraco, mas efectivamente
perdemos mais uma final europeia. Obviamente que só perde quem lá chega e
devemos estar orgulhosos da nossa equipa, mas as vitórias morais não são
suficientes para um clube com o historial do Benfica.
Face aos castigos de Markovic,
Enzo Pérez e Salvio e das lesões de Fejsa e Sílvio, Jorge Jesus aposta no onze
esperado:
Benfica - Oblak; Maxi Pereira,
Luisão, Garay e Siqueira; Rúben Amorim; Sulejmani, André Gomes e Gaitán;
Rodrigo e Lima
O Benfica entrou bem nos
primeiros minutos, mas perdeu força ao longo da primeira parte, face ao avanço
das linhas do Sevilha, tendo o clube andaluz causado alguns embaraços. Nos
minutos finais voltou a mandar no jogo e o golo esteve muito perto, tendo sido
Beto a evitar males maiores para a sua equipa.
O ponto de viragem da primeira
parte terá sido a lesão do sérvio Sulejmani, que depois dos castigos de Salvio
e Markovic acabou por ser titular esta noite. O treinador Jorge Jesus foi
obrigado a efetuar uma alteração, modificando a ala-direita. Maxi Pereira
avançou no terreno e André Almeida ficou como lateral. A troca de jogadores até
foi benéfica, mas o tempo em que se tentou resolver a lesão (cerca de 8 minutos)
tirou gás à equipa e deu alento aos sevilhanos que ficaram por cima do jogo.
O início da 2ª parte foi uma
réplica dos minutos finais da 1ª parte, com o Benfica a ameaçar e muito. Lima
perde o golo de forma incrível, teve tudo para concluir na perfeição um
contra-ataque mas a glória foi negada por um defesa do Sevilha que ocupou bem a
posição de Beto.
Com uma hora contabilizada o jogo
estava completamente partido com aproximações perigosas às duas balizas e
desarmes providenciais no último segundo. Espetáculo ao rubro e os adeptos a
sofrerem!
Nesta altura comentei com o meu
amigo Lobato que o bocadinho que nos faltava tinha dois nomes: Enzo e Salvio (ou
Markovic). Os que estavam em campo esforçavam-se, mas as finais são para jogar
com os melhores e por muito treino que a equipa tenha os jogadores não são
todos iguais.
Nos últimos dez minutos as duas
equipas estavam de rastos, no entanto parece-me que o Benfica estava melhor.
No prolongamento sentia-se que as
duas equipas estavam com mais medo de sofrer do que tentar marcar. O tempo foi
andando com os jogadores muito desgastados. O Benfica acaba a pressionar muito
e o Sevilha completamente de rastos a bombear bolas da defesa.
Chega a lotaria das grandes penalidades,
que claramente foi a aposta do Sevilha desde à largos minutos. O sorteio dá
bola para o Benfica, que eu prefiro pois gosto de começar a marcar para
pressionar o adversário, e campo para o Sevilha, obviamente junto dos seus
adeptos, que poderá ser uma vantagem. O resto fica para a história com Lima a
marcar, Cardozo e Rodrigo a falharem e Luisão a marcar, a adiar a festa dos
andaluzes, sem sucesso.
O Sevilha marcou todas as
conversões, apesar de Oblak ter adivinha sempre o lado para onde foi a bola.
Marcaram Bacca, Mbia, Coke e Kevin Gameiro.
Agora é levantar a cabeça que
domingo há uma taça para ganhar!






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