sábado, 16 de janeiro de 2021

Feito o mais difícil, abdicou de vencer.

Discurso de final de jogo estava ensaiado:

Nada está perdido e nada está ganho, falta muito campeonato e continuamos a trabalhar para melhorar e tentar chegar ao nosso objetivo. Continuamos a depender só de nós próprios.

Mas o segredo parecia estar encontrado.

Não é preciso vacina. Para travar o Corona o segredo é meter 2 laterais esquerdos.
Paresse Fássile. Estudaçem.
Era este o mote da nova invenção (aliás, quantas vezes dissemos o ano passado, que se o Grimaldo atacava melhor do que defendia, não era má ideia experimentar em alguns jogos essa opção...mas a verdade é que para este jogo se estranhava o momento desse teste).
A bem ou a mal, não necessariamente por esta alteração, mas conseguiu-se equilibrar o jogo, travar a intensidade que por vezes amedronta e dá fulgor ao adversário, e conquistar espaços, mostrando perigo quando subíamos no terreno.
Verdade também, que se por acaso aquela primeira bola parada do jogo dá em acertarem melhor na bola...tudo tinha para poder ruir a estratégia, mas assim não foi, e por 3 ou 4 lances tivemos tudo para marcar e ganhar boa vantagem. Apenas uma entrou, e após isso, dos 2 lances que permitimos aos frutanheiros, também lá entrou uma delas, deixando tudo equilibrado para o intervalo.

Mais oportunidades e aparições na área contrária do que podíamos imaginar. Jogo bem disputado, mas se a pontaria das lanças, principalmente o Darwin estivesse em dia de acerto, podíamos ter uma vantagem preciosa.
Para o segundo tempo, esperava não ter de voltar a ouvir o c@%$#& do vizinho frutanheiro a gritar com um delay irritante. Que o Pepe não conseguisse impor a sua influência nas faltinhas e picardias. Que se aproveitem os desequilíbrios que o Rafa tem sacado. Que houvesse golos, do Benfica.
Não desistissem de lutar. Não desistam de jogar. Não desistam de querer ganhar!!!

Infelizmente tudo mudou na segunda parte. Começaram as pressões ao árbitro, começaram os bate-bocas dentro e fora do relvado, começaram as quebras de ritmo. E por pouco não nos deixámos cair na esparrela. Mas deixámos de jogar à bola.

Tudo podia ter mudado quando ficamos em superioridade numérica depois de uma entrada assassina que estou para ver se só vai levar 1 jogo de castigo, uma expulsão incontestável e que podia ter partido em pedaços a perna do Mendi. Arrepia de ver aquela repetição.

Estava feito o mais difícil, tínhamos jogado mais e não nos tínhamos encolhido nem tremido mesmo quando tiveram a bola, tínhamos galgado terreno. Era o momento chave. Pedia uma cabeça a liderar. Pedia um treinador a sério. Pedia inteligência para agarrar o jogo e não abdicar dos 3 pontos.

Quando se vê o rival a borrar a cueca e se fica à nora sem saber mexer no momento e com as peças certas, para os encostar às cordas e ganhar o jogo, permitindo ao invés que as melhores oportunidades até sejam deles com apenas 10 jogadores...fdx...vai-te encher de moscas.

Não ganhamos o jogo apenas por o pastilhas ter novamente medo de perder.

Grande jogo de Weigl e Rafa, novamente os mais influentes.

Não consigo ficar contente e muito menos aliviado por ter somado 1 pontinho ali. Continuamos a 4 pontos do topo, quando esta mesmo ali à nossa beira a possibilidade de reduzir para 2 pontos essa diferença. Diz que tem unhas. Tinha a guitarra. Ofereceram-lhe a música e os acordes e o adversário até deu o tom certo para que tudo saísse afinadinho. No final...só se ouve um piu ao longe, de uma águia que encheu o peito de ar e em campo mostrou que tinha vontade de gritar bem alto, não fosse quem tem a batuta resolver parar o concerto antes do momento em que faz toda a plateia saltar das cadeiras.

4a feira há mais.

1 comentário:

  1. "Para o segundo tempo, esperava não ter de voltar a ouvir o c@%$#& do vizinho frutanheiro a gritar com um delay irritante"."
    Eh pah! Eu tenho desse mal por cá também. O meu vizinho de cima é frutanheiro, mais os filhos, e eu rezava para não os ouvir durante toda a segunda parte e não ouvi... :-)

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